Tradição da fogueira continua viva em Mossoró

 

“A fogueira está queimando em homenagem a São João…”, cantou Luiz Gonzaga sobre uma das tradições católicas mais populares do país. O dia da “fogueira maior”, como é conhecida durante o mês junino, é 23 de junho, véspera em que se comemora o nascimento de São João Batista.

A história que ilustra a tradição da fogueira está na Bíblia, no evangelho de São Lucas, e conta que Zacarias recebeu a visita do anjo e ele lhe disse que sua esposa Isabel, estéril, conceberia um filho do espírito santo. No calendário católico a data do nascimento do santo é fixada em 24 de junho.

Como conta o administrador paroquial da Igreja de São João Batista, em Mossoró, Padre Ivan dos Santos, João Batista veio como percussor, para preparar a fé do povo para a chegada de Jesus. “A tradição da fogueira é o anúncio e a comemoração da vinda de João Batista. Em junho temos comemoramos três santos, Santo Antônio, São Pedro e São João, mas o grande dia e o dia da maior fogueira tem sido para o povo o dia de São João”, completou.

O padre também conta que o mês junino  é simbólico para o sertanejo, que comemora as colheitas da estação chuvosa. “Mesmo esse ano não tendo um bom inverno, essa época se vende bastante milho, que dá o sabor da cultura nordestina durante esse mês. As quadrilhas, as músicas, as comidas e a religiosidade estão presentes durante todo o mês e faz parte da nossa cultura”, ressaltou o sacerdote.

O novenário da igreja de São João Batista é encerrado hoje com festa. No largo da igreja, localizada na rua Felipe Camarão, no Bairro 12 Anos, acontecem novenas, barracas com comidas típicas, apresentação de quadrilhas e uma improvisada aberta ao público.

Texto: Ellen Freitas

 

Esta reportagem foi produzida por estudantes do curso de Comunicação Social da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), através do projeto Pauta Junina, coordenado pelo professor Esdras Marchezan.

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